-Naufrágio de cargueiro rumo a Noronha levanta alerta sobre segurança marítima
O navio de carga Harmonia afundou no último domingo (15), enquanto seguia do Porto do Recife em direção a Fernando de Noronha. O naufrágio aconteceu a cerca de 50 milhas náuticas — o equivalente a aproximadamente 90 quilômetros — da costa de Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte. Conforme informações da Marinha do Brasil, os oito tripulantes foram resgatados com vida por uma embarcação que passava pela área.
O resgate foi feito pelo navio mercante M.V. Amstel Lion, que navegava próximo ao local do acidente. Segundo nota oficial da Marinha, todos os resgatados estão em boas condições de saúde. A Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte abriu um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para investigar o que causou o naufrágio.
O dono do cargueiro, Maurício Júnior, também se pronunciou por meio de comunicado. Ele informou que o problema teve origem na casa de máquinas do Harmonia. “Foram tomadas todas as providências possíveis para evitar o naufrágio”, afirmou. Segundo ele, o navio ainda se mantinha à tona no momento em que a tripulação foi retirada da embarcação.
O Harmonia havia deixado o Recife no sábado (14) com destino ao arquipélago, transportando equipamentos, incluindo uma usina de asfalto que seria utilizada nas obras de recuperação da pista do aeroporto de Fernando de Noronha. Antes do acidente, imagens da operação logística já circulavam nas redes sociais.
Este é o segundo naufrágio de uma embarcação com destino a Noronha registrado neste ano. Em janeiro, o navio Topa Tudo afundou nas proximidades da Praia de Casa Caiada, em Olinda. Na ocasião, os sete tripulantes também foram salvos.
O novo episódio reacende o debate sobre as condições de segurança das embarcações que operam na rota entre o continente e Noronha, especialmente em meio ao crescimento do transporte de cargas pesadas relacionadas a obras e ao abastecimento da ilha. A Marinha segue monitorando a situação e deverá divulgar mais informações ao fim das investigações.
Redação: ANH/PE









