Cidadania Alagoas

Coco de Roda de Maceió brilha em estreia no maior festival folclórico do Brasil

Estreante no FEFOL, Coco de Roda Babaçu celebra a tradição de Maceió no festival.

 

 

Cultura de Maceió brilha no maior festival de folclore do Brasil com grupos de coco de roda

Dois grupos tradicionais do coco de roda alagoano representam Maceió na 61ª edição do Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL), em São Paulo. A participação do Coco de Roda Babaçu e do Coco de Roda Xique-Xique conta com o apoio da Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), e reafirma a força e a vitalidade da cultura popular do estado no principal palco nacional das tradições folclóricas.

O FEFOL é considerado o maior evento do gênero no país, reunindo, em 2025, 61 grupos de cultura popular de 21 estados, incluindo as estreias do Acre e de Roraima. A programação, que se estende por nove dias, inclui desfiles, oficinas, feira de artesanato e atrações no Museu do Folclore. A expectativa da organização é de receber mais de 180 mil pessoas até o encerramento do festival.

O Coco de Roda Babaçu, grupo fundado por mestres e mestras da tradição alagoana e atual vice-campeão do Concurso Municipal de Coco de Roda, estreou no festival neste sábado (2), durante a cerimônia oficial de abertura. A apresentação aconteceu logo após o tradicional desfile de delegações e encantou o público com sua musicalidade vibrante, percussão envolvente e coreografias que resgatam elementos ancestrais da cultura afro-brasileira.

Já o Coco de Roda Xique-Xique, com trajetória consolidada em eventos nacionais, volta ao festival pela sétima vez. Conhecido por manter viva a tradição do coco rural e urbano com cantos de roda, toadas e figurinos típicos, o grupo se apresenta neste domingo (3), prometendo mais uma performance marcada por energia, identidade e conexão com o público.

Segundo o presidente da FMAC, Myriel Neto, a participação de artistas maceioenses em eventos dessa magnitude representa um importante reconhecimento da cultura popular como um dos pilares da identidade local.

“Levar nossos grupos para o FEFOL é mais do que uma conquista artística — é o fortalecimento da nossa memória, da nossa história e das raízes culturais que formam o povo maceioense. O coco de roda é patrimônio imaterial que precisa ser valorizado e vivido pelas novas gerações”, afirmou.

Além de projeção nacional, o festival é uma vitrine para o intercâmbio entre culturas populares do Brasil, permitindo que artistas de diferentes regiões compartilhem saberes, tradições e práticas. Em 2025, o FEFOL homenageia o estado do Maranhão, destacando os ritmos e expressões culturais nordestinas, como o bumba meu boi e o tambor de crioula, em sintonia com os ritmos alagoanos representados pelos grupos de coco de Maceió.

Redação ANH/AL

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