Por Divulgação Começa a contagem regressiva para um dos projetos mais inovadores e inclusivos do audiovisual alagoano. A Mostra Quilombo de Cinema Negro e Indígena é uma realização do Mirante Cineclube e chega a sua sexta edição ampliando horizontes e se solidificando dentro do cenário nacional. Promover intercâmbio e ações multiplicadoras de conhecimento e saberes, com foco na produção nacional de cinema negro e indígena, são ações de fortalecimento de um movimento que vem conquistando espaço. A Mostra Quilombo está em sua sexta edição acontece de 19 a 23 de agosto nas salas de cinema no Centro Cultural Arte Pajucara. Além disso, de 13 a 15 de agosto haverá também uma imersão audiovisual na aldeia Karapotó Terra Nova, em São Sebastião. A vasta programação inclui a realização da Mostra Quilombo Jovem e da Mostra Oficial, com atividades formativas (com foco em direção de arte, pré-produção e montagem e laboratório de imersão criativa), exibição de filmes para estudantes de seis escolas da rede pública e exibição de curtas, médias e longas-metragens de ficção e documentais. Na programação das telonas das Salas 1 e 2 do Arte Pajuçara serão exibidos filmes de produzidos em oito estados: Alagoas, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Ponto de encontro e repasse de experiências, e evento conta com a participação presencial de fazedores do audiovisual de grande destaque na cena alagoana e brasileira como: Cristina Amaral (São Paulo) e Gabriel Martins (Minas Gerais) e Lorenna Rocha (Pernambuco). PROGRAMAÇÃO COMPLETA NO CENTRO CULTURAL ARTE PAJUÇARA MOSTRA QUILOMBO JOVEM (DIAS 19 E 20 DE AGOSTO) SESSÃO QUILOMBO JOVEM 1 – (70 min) Sertão 2138 — dir. Deuilton B Júnior, 19 min, ficção, 2024, PE Sinopse: Em uma Terra distópica, uma brilhante cientista tem finalmente sua entrada liberada na Estação Espacial. Quando está tudo pronto para a tão sonhada partida e nova vida, uma misteriosa missão interrompe seus planos. Só pedrada — dir. Mayra Fernandes, 9 minutos. documentário, 2025, CE Sinopse: Das ondas de rádio descendo pelo Atlântico, o reggae, ritmo afro-caribenho, permeou as periferias cearenses e hoje representa um dos principais movimentos de contracultura do estado. Este curta documental busca, a partir das perspectivas de dois jovens artistas cearenses, de diferentes cidades, Fortaleza e Caucaia, ligados pela produção da festa reggae, retratar a efêmera relação entre juventude, arte, território e violência, revelando as distintas nuances dessas comunidades e suas experiências singulares, mas também suas semelhanças. Os Sonhos Guiam — Natália Tupi, 19 min, documentário, 2024, SP Sinopse: Este filme retrata algumas das experiências espirituais e sensoriais do jovem líder indígena Mateus Wera, morador da Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo. Os sonhos compartilhados são a conexão entre ele e o irmão, Karaí Poty, e entrelaçam os caminhos da vida do cacique nas lutas atuais do seu povo. Cavaram uma cova no meu coração — dir. Ulisses Arthur, 23 min, documentário, 2024, AL Sinopse: Enquanto uma mineradora perfura a terra para extrair sal-gema, uma gangue de adolescentes planeja quebrar a máquina responsável pelos tremores e afundamento do solo. SESSÃO QUILOMBO JOVEM 2 (70 min) Origem — A Capoeira em União Dos Palmares — dir. Nel do Reggae, 16 min, documentário, 2024, AL Sinopse: O mestre de Capoeira e radialista Nel conta como foi a implementação da capoeira em União do Palmares, terra da serra da barriga e de Zumbi dos Palmares. Eu Estou Aqui — dir. André Santos, 17 min, ficção, 2024, RN Sinopse: Jussara está desaparecida há quase dois dias. Sua mãe, Moema, e sua melhor amiga, Amara, saem às ruas em busca da jovem travesti. Os sonhos guiam — Natália Tupi, 19 min, documentário, 2024, SP Sinopse: “Para o Povo Guarani Mbya, os sonhos são como se fossem portais para tudo aquilo que não vivemos no mundo físico. Eles nos permitem ver pessoas que não vemos mais nesse plano ou interagir com algo que se queria muito na vida”. Este filme retrata algumas das experiências espirituais e sensoriais do jovem líder indígena Mateus Wera, morador da Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo. Os sonhos compartilhados são a conexão entre ele e o irmão, Karaí Poty, e entrelaçam os caminhos da vida do cacique nas lutas atuais do seu povo. Zoya — dir Larissa Dardania, 18 min, ficção, 2024, SP Sinopse: Zoya e sua mãe vivem em uma casa simples na roça. Após a recente perda de Muriel, a mãe se afasta emocionalmente, imersa em suas preocupações, enquanto Zoya lida com o luto de forma curiosa, buscando entender os mistérios que envolvem a morte. Em meio à dor silenciosa, as duas percorrem caminhos distintos para lidar com a perda e a falta de respostas. ATIVIDADES FORMATIVAS 20 de agosto 15 h – Roda de conversa: A experiência da montagem cinematográfica com Cristina Amaral Descrição: Um papo direto com Cristina Amaral, uma das montadoras mais importantes do cinema brasileiro. Na conversa, ela fala sobre sua trajetória, bastidores da montagem de grandes filmes e como é trabalhar moldando histórias na ilha de edição. Uma chance única de trocar ideias, tirar dúvidas e se inspirar com quem entende muito do assunto. 21 a 23 de agosto 15h às 17h30 – Laboratório de Imersão Criativa em Cinema com Gabriel Martins Um espaço de troca, escuta e criação com Gabriel Martins, diretor e roteirista da Filmes de Plástico, uma das produtoras mais relevantes do cinema brasileiro contemporâneo. Ao longo de três encontros, os participantes serão convidados a refletir sobre suas trajetórias e projetos autorais, mergulhar nos processos criativos do curta *NADA* e do longa *Marte Um*, e compartilhar suas ideias em um ambiente formativo e colaborativo, com foco na escuta crítica e na construção coletiva. MOSTRA OFICIAL – SESSÃO DE ABERTURA Dia 20 de agosto A transformação de Canuto — dir. Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho, documentário, 130 min, 2023, SP/PE, com presença do diretor Ariel Kuaray Ortega e o ator Thiny Ramirez. Sinopse: Em uma pequena comunidade Mbyá-Guarani entre o Brasil e a Argentina, todos conhecem o nome Canuto: um homem que muitos anos