Um capítulo inédito do esporte brasileiro foi escrito neste sábado (14), em Bormio, nos Alpes italianos, durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. O esquiador Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha da história do Brasil em Olimpíadas de Inverno — e já subiu ao lugar mais alto do pódio. O atleta venceu a prova do slalom gigante, superando alguns dos principais nomes da modalidade.
A disputa ocorreu em uma das pistas mais técnicas do circuito internacional. No slalom gigante, os competidores realizam duas descidas por um trajeto demarcado por mastros fixados na neve, conhecidos como “portas”, espaçados em média a cada 25 metros. O desafio exige precisão, velocidade e controle técnico para contornar os obstáculos sem cometer erros. O campeão é definido pela soma dos tempos obtidos nas duas descidas.
Lucas completou a prova com o tempo total de 2min25s, garantindo vantagem de 58 centésimos sobre o suíço Marco Odermatt, que ficou com a medalha de prata. O bronze também foi para a Suíça, com Loic Meillard, consolidando o domínio europeu na modalidade, quebrado pela performance histórica do brasileiro.
Nascido em Oslo, na Noruega, Lucas é filho de mãe brasileira e optou por representar o Brasil nas competições internacionais. Ele assumiu a liderança já na primeira descida, ao registrar 1min13s92, estabelecendo o melhor tempo da etapa inicial. Na segunda descida, marcou 1min11s08 — o 11º melhor desempenho —, mas a vantagem construída anteriormente foi suficiente para mantê-lo à frente dos adversários.
A conquista marca um momento simbólico para o Brasil, país tradicionalmente associado aos esportes de verão e com pouca tradição em modalidades de inverno. Até então, o Comitê Olímpico Brasileiro jamais havia celebrado uma medalha em Jogos Olímpicos de Inverno. O feito de Lucas representa não apenas um resultado esportivo, mas também um marco para o desenvolvimento das modalidades de neve e gelo no país.
Com a vitória, o atleta entra definitivamente para a história olímpica brasileira e amplia as perspectivas para futuras participações do Brasil em competições de inverno no cenário internacional.
Redação ANH










