Cidadania Alagoas

CSA domina, ASA resiste e o clássico termina igual

Bola pelo alto em CSA x ASA. Ailton Cruz

CSA e ASA empataram por 1 a 1 no Rei Pelé, em um clássico que começou com duas propostas muito claras.

O CSA tentou impor seu ritmo desde o início, com marcação alta, intensidade e busca rápida pelos corredores. Antes de completar um minuto, Rian Santana já foi acionado dentro da área e acabou travado pela defesa alvinegra.

O ASA respondeu dentro daquilo que Itamar Schülle já havia mostrado como receita para enfrentar o time azulino: jogo direto, Alex Bruno disputando a primeira bola, e Brazion e Yohan atacando os espaços gerados nas costas da defesa. Foi assim que o Fantasma criou uma grande chance logo cedo, com Alex Bruno finalizando sem conseguir ajustar o corpo.

O jogo era intenso, físico e bem jogado. O gol do ASA nasceu de uma bela triangulação, com Brazion flutuando da esquerda para o centro e servindo Alex Bruno. O artilheiro do Brasil não perdoou: 21º gol na temporada, sexto na Série D.

Atrás no placar, o CSA reagiu. Em jogada ensaiada, Rian Santana recebeu nas costas da barreira e bateu direto, a bola passou entre goleiro e trave, e Rayan aproveitou o rebote para empatar. Pelo que foi o primeiro tempo, o empate fez justiça.

O segundo tempo mudou de cara. O ASA sentiu os desfalques. Sem Higor Leite, Wandson e Samuel, perdeu opções para sustentar a proposta ofensiva. Brazion saiu no intervalo, Jackson voltou a sentir lesão, e Itamar precisou reorganizar a equipe com Roni Lobo. Na prática, o ASA terminou se protegendo em um 5-4-1.

Moacir Júnior ajustou melhor o CSA para controlar as transições. Alex Bruno passou a sofrer um rodízio de faltas, o que inibiu a principal força ofensiva alvinegra. Com Lucas Silva e Fabrício Bigode, o CSA tentou acelerar novamente, passou a dominar as ações, empurrou o ASA para trás, mas encontrou um adversário resistente.

A grande chance veio com Lucas Silva, livre, mas a finalização saiu justamente onde o goleiro estava.

No fim, ficou a sensação clara: o CSA foi absoluto territorialmente no segundo tempo, mas não conseguiu transformar esse domínio em vitória. O ASA resistiu, pontuou fora de casa e mostrou competitividade mesmo remendado.

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