Cidadania Alagoas

Inflação de junho: Gasolina sobe 3,87% e alimentos recuam

Variação no preço da gasolina e redução nos alimentos impactam índice de junho. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)


Inflação desacelera no Grande Recife, mas combustíveis e energia ainda pressionam o orçamento das famílias

A inflação na Região Metropolitana do Recife (RMR) registrou alta de 0,33% em junho, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados nesta quinta-feira (10) pelo IBGE. Embora represente uma desaceleração em relação ao mês anterior (0,56%), o índice mantém o Grande Recife entre as regiões com maior variação do país foi a quarta maior taxa entre as capitais e a segunda mais alta do Nordeste, atrás apenas de Fortaleza (0,37%).

Combustíveis e energia lideram pressões inflacionárias

A principal influência no resultado de junho foi o aumento no preço da gasolina, que subiu 3,87% no mês e, sozinha, respondeu por 0,22 ponto percentual da inflação registrada. O impacto foi maior que o da energia elétrica, que também teve alta relevante: 2,36%, puxada pela aplicação da bandeira tarifária vermelha patamar 1. O encarecimento da conta de luz refletiu diretamente no orçamento das famílias e reforça o peso dos custos de serviços essenciais na composição da inflação.

Outro item com forte variação foi o transporte por aplicativo, que apresentou alta de 14,54%. Esse aumento pode ser explicado por fatores como os reajustes nos combustíveis e a maior demanda pelos serviços.

Alimentos têm comportamento misto

No grupo de alimentação, o comportamento dos preços foi mais variado. Alguns produtos tiveram altas expressivas, como a farinha de arroz (5,6%) e a banana-da-terra (5,42%), refletindo variações sazonais e questões de oferta. Em contrapartida, frutas como melão (-15,87%), laranja-pera (-13,64%) e tomate (-12,07%) registraram quedas significativas, contribuindo para segurar a inflação do grupo de alimentos no domicílio.

Mesmo com a queda pontual desses alimentos, o custo da alimentação segue como preocupação constante para os consumidores. Em paralelo, o preço da cesta básica no Recife acumula alta de 9,39% em 12 meses, chegando a R$ 637,62 um peso considerável no orçamento das famílias de baixa renda.

Acumulado no ano e nos últimos 12 meses

No acumulado de 2024, a inflação na RMR já soma 3,01%. Quando considerado o período dos últimos 12 meses, a alta chega a 4,77%, número próximo ao centro da meta inflacionária estabelecida pelo Banco Central (3% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos).

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação de preços para famílias com renda de até cinco salários mínimos, teve variação de 0,24% em junho na RMR. O índice acumula alta de 3,02% no ano e 4,36% em 12 meses, acima dos 2,61% registrados no período anterior. Em junho de 2024, o INPC havia apresentado deflação de -0,08%.

Perspectivas

Mesmo com o recuo em relação a maio, o cenário ainda exige cautela. A combinação entre oscilação de preços dos combustíveis, reajustes nas tarifas de energia e a instabilidade em alguns alimentos mantém a inflação pressionada. A expectativa é que, com o arrefecimento dos preços internacionais do petróleo e maior estabilidade nas tarifas de serviços regulados, os próximos meses apresentem uma inflação mais controlada.

Contudo, fatores externos, como a volatilidade do dólar e o comportamento do clima que afeta diretamente a oferta agrícola continuam sendo pontos de atenção para a economia brasileira e, em especial, para o bolso do consumidor recifense.

Redação: ANH/PE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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