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Fortaleza será referência no Nordeste com implantação das faixas exclusivas para motocicletas

São Paulo foi pioneira na instalação das faixas azuis. Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo

 

 

Fortaleza inicia testes com faixas exclusivas para motos em avenidas da Capital

Fortaleza será uma das primeiras capitais do Nordeste a adotar faixas exclusivas para motocicletas. A novidade foi anunciada pela Prefeitura nesta segunda-feira (6), após autorização da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). O projeto-piloto começa pelas avenidas Humberto Monte, no bairro Pici, e Santos Dumont, no Cocó, duas das vias de maior fluxo da cidade.

A medida segue modelo já aplicado em cidades como São Paulo e Recife, onde as chamadas “faixas azuis” buscam reduzir acidentes e oferecer mais agilidade no tráfego. Em Fortaleza, a proposta tem ainda a missão de reorganizar o espaço viário diante do crescimento acelerado da frota de motocicletas, que ganhou em média 80 novos veículos por dia apenas no primeiro semestre de 2025.

“É uma ação inovadora e estratégica para dar mais segurança aos motociclistas, que representam uma parcela significativa do trânsito em Fortaleza”, destacou o prefeito Evandro Leitão (PT). “Boa notícia para os motociclistas: vem aí a faixa azul, importante ação para melhorar e agilizar o trânsito em nossa cidade”, escreveu o gestor nas redes sociais.

Regulamentação federal

O aval do Senatran foi publicado em portaria no Diário Oficial da União (DOU) da última quarta-feira (1º). O texto autoriza um período de “estudo experimental” até 31 de março de 2026. Além das duas primeiras avenidas, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) poderá implantar as faixas em trechos da Alberto Craveiro e da Presidente Costa e Silva.

Segundo as normas federais, a largura da faixa deve acompanhar a velocidade máxima permitida em cada via. Em avenidas com limite de até 50 km/h, o espaço exclusivo terá no mínimo 1,1 metro. Já em trechos com velocidade de até 60 km/h, a largura mínima sobe para 1,2 metro.

Monitoramento e relatórios

Durante o período de testes, a Prefeitura precisará encaminhar relatórios trimestrais à Senatran com dados técnicos sobre a eficácia da medida. Esses documentos deverão reunir informações sobre acidentes envolvendo motos, número de usuários da faixa, velocidade média de circulação e também resultados de pesquisas de percepção da população.

A avaliação final, prevista para 2026, vai indicar se o projeto deve ser mantido em definitivo. A análise técnica servirá de base para possíveis ajustes, recomendações e até a expansão para outras áreas da cidade.

Segurança e impacto esperado

As motocicletas representam um dos principais meios de transporte em Fortaleza, mas também concentram grande parte dos acidentes de trânsito. Dados da própria AMC indicam que, nos últimos anos, motociclistas e passageiros de moto estiveram entre as maiores vítimas em ocorrências graves.

A expectativa da Prefeitura é que, com as faixas exclusivas, seja possível diminuir colisões, melhorar o fluxo nas avenidas e reduzir o tempo de deslocamento. Para especialistas em mobilidade, a iniciativa tem potencial de trazer benefícios, mas precisará ser acompanhada de campanhas educativas e de uma fiscalização rigorosa para evitar que o espaço seja desrespeitado por outros veículos.

Redação ANH/CE

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