Cidadania Alagoas

Dia Mundial do Doador de Sangue: Tudo que Você Precisa Saber para se Tornar um Doador Regular

Critérios que permitem ou impedem uma doação de sangue (Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A assistente administrativa Larissa Régis, de 24 anos, doou sangue pela primeira vez aos 18 anos, há seis anos. “Eu queria muito ajudar as pessoas e fazer a diferença na vida de alguém. Saber que um simples gesto pode salvar vidas foi um grande motivador para mim”, comentou Larissa. Desde então, ela realiza pelo menos uma doação de sangue anualmente e pretende se tornar uma doadora regular para ajudar a manter os estoques. “Acho importante manter esse compromisso. Ter uma carteirinha de doador me atrai, pois facilita o acompanhamento e reforça minha responsabilidade com a causa”, explicou. Larissa também é voluntária nos Escoteiros do Brasil e tem amigos que também são doadores. “Muitos jovens não sabem que, a partir dos 16 anos, já podem doar. Esse tema precisa ser mais divulgado, especialmente nas escolas e universidades.”

O estudante Murilo Verdélio Bortoloso, de 17 anos, se interessou em doar sangue após ver, no ano passado, um post nas redes sociais solicitando doação de sangue do tipo O+. “Sempre quero ajudar quem precisa. Descobri que podia doar a partir dos 16 anos e fui. Gosto de fazer o bem e ajudar as pessoas”, explicou. Por ter um tipo sanguíneo frequentemente solicitado, ele também pensa em se tornar um doador regular. “Seria interessante, pois meu tipo sanguíneo está sempre em falta. Gosto de ajudar e há benefícios em ser doador regular”, destacou Murilo. Algumas regiões, como São Paulo e o Distrito Federal, oferecem vantagens para doadores regulares, incluindo isenção de taxas em concursos públicos. “Na primeira vez que fui doar, chamei amigos, mas ninguém foi por falta de organização e divulgação do tema. Não vi nenhum adolescente, eu era o único”, lembrou. “Meu conselho é: se você pode doar e tem tempo, vá ao hospital e doe. É simples e ainda ganha um lanche de graça – que, por sinal, é muito bom”, brincou.

A bombeira militar Fabiana Fontenele, de 39 anos, é doadora regular e doa sangue três vezes ao ano, incentivada pela corporação. Ela já perdeu a conta de quantas vezes foi ao hemocentro para participar de mutirões de doação. “A sensação de ajudar quem realmente precisa é muito boa, e é um ato muito simples. Não há nada, biologicamente, que me impeça de doar”, explicou. “O tema precisa ser mais divulgado. É um ato simples que salva vidas. Meu conselho é: ‘doe sem medo, porque salva vidas’”, concluiu.

**Como doar sangue**

Existem critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde para garantir a proteção do doador e a segurança do receptor. Para doar sangue, é necessário:

– Apresentar um documento oficial com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira de conselho profissional ou carteira de habilitação);

– Estar em boa saúde;

– Ter entre 16 e 69 anos (adolescentes de 16 e 17 anos precisam de autorização dos responsáveis);

– Pesar mais de 50 kg.

Recomendações para o dia da doação:

– Não estar em jejum;

– Descansar ao menos seis horas na noite anterior;

– Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores;

– Evitar fumar duas horas antes da doação;

– Evitar alimentos gordurosos três horas antes da doação.

Pessoas que realizam atividades como pilotar aviões ou helicópteros; dirigir ônibus ou caminhões de grande porte; subir em andaimes; e praticar paraquedismo ou mergulho devem interrompê-las 12 horas antes da doação.

**Intervalos mínimos entre doações:**

– Homens: 60 dias, até quatro doações por ano;

– Mulheres: 90 dias, até três doações por ano.

**Cuidados pós-doação:**

– Evitar exercícios físicos exagerados por 12 horas;

– Aumentar a ingestão de líquidos;

– Não fumar por cerca de duas horas;

– Evitar bebidas alcoólicas por 12 horas;

– Manter o curativo no local da punção por quatro horas.

**Condições que impedem a doação de sangue:**

– Diagnóstico de hepatite após os 11 anos;

– Mulheres grávidas ou amamentando;

– Pessoas expostas a doenças transmissíveis pelo sangue, como AIDS, hepatite, sífilis e doença de Chagas;

– Usuários de drogas;

– Pessoas que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativo.

**Prazos de impedimento para doação de sangue após cirurgias:**

– Lesão dentária: 72 horas;

– Apendicite, hérnia, amigdalectomia e varizes: três meses;

– Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem sequelas graves, tireoidectomia e colectomia: seis meses.

Fonte: Redação ANH/DF

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