Herdeiros de João Lyra questionam contrato firmado em processo de falência do grupo Laginha
Foto: divulgação O caso da Laginha Agroindustrial S/A — conglomerado de usinas de açúcar e etanol de Alagoas — enfrenta uma nova crise: o destino da Usina Guaxuma, principal ativo do grupo, avaliado em quase R$ 1 bilhão. Há suspeita, além disso, de favorecimento em relação ao edital de contratação, que foi elaborado e lançado pelo administrador judicial da massa falida. O escritório Telino & Barros Advogados Associados, que ocupa o cargo, no entanto, nega qualquer irregularidade. O conglomerado de João Lyra foi, no seu auge, um dos maiores produtores de açúcar e álcool do Nordeste e um dos principais motores da economia alagoana, chegando a empregar 26 mil pessoas. Cenário econômico adverso, alto endividamento do grupo e priorização pela atividade política, dentre outros fatores, desaguaram em crise financeira. A Laginha entrou em recuperação judicial no ano de 2008. Em 2014 veio a falência. Pouco tempo depois, em 2018 — já com a saúde debilitada — João Lyra foi interditado por incapacidade. Ele morreu em 2021, aos 90 anos, por complicações da covid-19. Por: ANH/AL













