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Capes: 96 brasileiros desistiram de doutorado sanduíche nos EUA

Interferências políticas em universidades americanas preocupam Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil © Marcello Casal JrAgência Brasil Ao menos 96 pesquisadores brasileiros desistiram de fazer parte de seus cursos de doutorado nos Estados Unidos, de acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Esses pesquisadores teriam acesso a bolsas de doutorado sanduíche no país, mas optaram por mudar o destino ou adiar a pesquisa. O balanço foi divulgado pela presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, em entrevista à Agência Brasil. A presidente acredita que o motivo das desistências seja o cenário de insegurança tanto para universidades quanto para pesquisadores transmitido pelo governo de Donald Trump, que tem feito constantes ataques e cortado verbas de pesquisas das instituições de ensino. “Há algumas áreas [de pesquisa] que têm sido impedidas nos Estados Unidos, projetos que têm sido cortados”, diz Denise, que ressaltou que as desistências ocorreram antes mesmo da solicitação do visto americano para os pesquisadores. “Não foi o visto [a razão da desistência], foi antes do visto. Então, com certeza, foi algum motivo relacionado ao desenvolvimento do projeto de pesquisa nos Estados Unidos. O coordenador brasileiro, o americano ou os dois decidiram que, nesse momento, é melhor não ir”, afirma. A presidente explica que, pelo programa de doutorado sanduíche no exterior, a Capes oferece bolsas às pós-graduações brasileiras. Cabe aos próprios programas decidirem os países de destino junto aos pesquisadores. Entre julho e agosto, a Capes começa a fazer os pagamentos para que os estudantes viajem, em setembro, e desenvolvam parte da pesquisa no país escolhido. “É muito triste que a gente impeça um estudante que quer sair do país de ir, porque não é fácil, né? É bom que todos saibam que os estudantes não estão indo fazer turismo. Eles estão indo trabalhar. É muito difícil sair do nosso país para trabalhar, chegar lá e não conseguir trabalhar”, diz. Menos bolsas em 2025 Denise Pires de Carvalho, presidente da Capes, durante entrevista no programa A Voz do Brasil Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Segundo Denise, não há, até o momento, restrição oficial aos estudantes brasileiros nem cortes nas bolsas para os EUA por parte dos programas brasileiros. Mas, por conta do contexto internacional, essa oferta tem caído. No ano passado, foram concedidas 880 bolsas para os Estados Unidos. Neste ano, a intenção era chegar a 1,2 mil, mas estão previstas apenas 350. No mês passado, também em entrevista à Agência Brasil, Denise aconselhou estudantes e pesquisadores que estão interessados em ir para os EUA a terem um plano B. Agora, ela reforçou a recomendação. “Há um impacto grande sobre a ciência brasileira e sobre a ciência mundial o fato de os Estados Unidos estarem se fechando em termos científicos. Ainda bem que houve desenvolvimento científico fora dos Estados Unidos, né?”, defende. “A gente não pode mais depender de um único país para o desenvolvimento de alta tecnologia, seja na área da saúde ou qualquer área que seja”. E acrescenta: “Eu chamo a atenção de novo aos alunos e orientadores, dos pós-graduandos e orientadores, que a Capes está preparada para trocar o país de destino, para que não haja prejuízo das teses desses estudantes de doutorado e, no caso do pós-doutor, para que não haja nenhum prejuízo no seu projeto de pesquisa. Para que ele possa voltar para o Brasil e implantar essa nova tecnologia no nosso país”. De acordo com Denise, os países mais escolhidos pelos pesquisadores brasileiros são França, Estados Unidos, Portugal e Espanha. Países do Brics, cujas parcerias têm sido incentivadas, ainda não são destinos muito procurados. Ao longo dos últimos dez anos, enquanto foram concedidas cerca de 9 mil bolsas para os EUA, para a China foram 49 e, para a África do Sul, 84. Não há portas fechadas No cenário estadual, segundo o presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Márcio de Araújo Pereira, os pesquisadores brasileiros têm feito sondagens junto às fundações, mas não há dados sobre os impactos na ciência e na concessão de bolsas para os EUA. “Cada estado tem seus editais, e são editais anteriores a esse momento. Então, não há ainda dados oficiais ou que comprovem que há um fluxo de pesquisadores indo e vindo, a não ser as sondagens que são feitas de forma informal”, diz. Assim como Denise, ele diz que o momento é de se aproximar de outros países. “Existe, sim, uma procura de várias universidades e vários países da União Europeia e também de fora, mais especificamente o Reino Unido, que têm procurado muito as fundações para criar mais parcerias e mais intercâmbio”, diz. “O olhar para o Brasil está sendo muito positivo em relação à confiabilidade da nossa ciência. Esse é um trabalho de construção de diplomacia científica que a gente tem feito.” O presidente da Confap ressalta, no entanto, que não há intenções de rompimento com os EUA. “Não há portas fechadas. Pelo contrário, para nós, é importante que esse investimento continue acontecendo sempre na ciência, e que essas colaborações permaneçam e sempre avancem, porque é somente por meio da colaboração científica, do trabalho em conjunto, de várias redes, que a gente consegue o avanço, o desenvolvimento de várias tecnologias para o bem da sociedade”. As Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) são agências de fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) em nível estadual. Elas atuam apoiando, por exemplo, a realização de pesquisas, a concessão de bolsas de estudo, a subvenção a empresas inovadoras e a divulgação científica. Atualmente, existem 27 FAPs, uma em cada estado e no Distrito Federal. Em 2024, as FAPs investiram, juntas, cerca de R$ 4,8 bilhões, valor superior, por exemplo à Capes, com R$ 3,46 bilhões.  Brasileiros nos EUA Apesar do cenário de incertezas, a gerente de Relacionamento com Universidades na Fundação Lemann, Nathalia Bustamante, defende que é importante a presença de brasileiros nas universidades norte-americanas. “Pelo fato de os Estados Unidos contarem com as principais instituições de ponta com reconhecimento global é tão importante que estudantes e pesquisadores brasileiros possam continuar a ocupar esses espaços”, diz. “E é muito positivo que brasileiros de todos os gêneros, raças e classes sociais possam ocupar esses espaços

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Ação pede R$ 4 bi à Braskem por desvalorização de imóveis em Maceió

© Joédson Alves/Agência Brasil A Defensoria Pública do Estado de Alagoas pediu indenização de R$ 4 bilhões pelo acidente geológico que provocou o afundamento do solo em bairros da capital alagoana, Maceió. O desastre foi causado pela extração de sal-gema desenvolvida pela companhia na região. A ação civil pública foi ajuizada na quinta-feira (10). Nela, os defensores públicos afirmam que mais de 22 mil imóveis se desvalorizaram, em até 60%, porque os bairros vizinhos precisaram ter moradores deslocados e ficaram desabitados. Além de exigência de pagamento de dano material para reparar a perda de valor das residências, o processo pleiteia indenização por dano moral, como forma de compensar problemas psicológicos desenvolvidos por esses moradores.   Relembre O acidente geológico em Maceió ganhou contornos dramáticos a partir de 2018. A exploração do mineral sal-gema causou a instabilidade no solo, fazendo com que houvesse afundamento nos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol. Milhares de imóveis tiveram a estrutura comprometida, e a estimativa é de que mais de 60 mil pessoas tenham sido impedidas de morar nas regiões, por questões de segurança. As consequências se arrastaram por anos, e, em novembro de 2023, a prefeitura da capital alagoana precisou decretar estado de emergência por risco de colapso em uma das minas de sal-gema. A Defesa Civil de Maceió acompanhava dia a dia a magnitude do afundamento do solo. A Polícia Federal (PF) abriu uma investigação sobre o caso e, em novembro do ano passado, 20 pessoas foram indiciadas. O inquérito foi encaminhado para a 2ª Vara Federal de Alagoas. >> O que é o sal-gema e como a extração gerou problemas em Maceió? Evidências A Defensoria Pública de Alagoas afirma que, além da desvalorização, os moradores vizinhos aos bairros atingidos localizaram rachaduras nas casas e convivem com insegurança permanente. A ação foi assinada pelos defensores públicos Ricardo Melro, Daniel Alcoforado, Lucas Valença, Marcelo Arantes e Isaac Souto. Eles querem que a Justiça reconheça que a desvalorização dos imóveis foi provocada exclusivamente por efeitos correlatos à atuação da Braskem. De acordo com o defensor público Ricardo Melro, a queda no valor dos imóveis não decorre de fatores econômicos normais, mas de uma “anomalia provocada por um colapso ambiental”. “A desvalorização é pública e notória, reflexo direto do colapso urbano que transformou bairros inteiros em desertos cinzentos”, alega. Para calcular o valor do dano material, os defensores sugerem a diferença entre o valor atual dos imóveis e o que eles valeriam caso o desastre não tivesse ocorrido. Os 22 mil imóveis ficam nos bairros Farol, Pinheiro, Bom Parto, Bebedouro, Gruta de Lourdes, Pitanguinha, Levada, entre outros. Na ação, foram apresentadas provas técnicas e documentais, como laudos periciais, avaliações imobiliárias, registros fotográficos, pareceres do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), vídeos e depoimentos que confirmam desvalorização e danos estruturais, como rachaduras, trincas e afundamentos. Há ainda relatórios profissionais sobre danos psicológicos apresentados pelos moradores. Residência com placa de vende no bairro Flexal de Baixo, nas proximidades da mina n°18 da mineradora na lagoa de Mundaú. Joédson Alves/Agência Brasil Braskem A Braskem é uma companhia controlada pela Novonor (antiga Odebrecht) e tem também a Petrobras, com 47% das ações com poder de voto. Por meio de comunicado ao mercado nesta sexta-feira (11), a companhia – sexta maior petroquímica do mundo – informou que tomou conhecimento pela mídia da ação “buscando o pagamento de indenizações aos moradores e proprietários dos imóveis no entorno das áreas desocupadas”. A informação sobre o valor da causa ─ R$ 4 bilhões ─ foi fornecida pela Braskem. “A Companhia informa que não foi intimada nos autos da referida ação, mas avaliará e tomará as medidas pertinentes nos prazos legais aplicáveis”, completa o comunicado. A Agência Brasil procurou a Braskem para mais comentários e está aberta a posicionamentos. À época do afundamento do solo, a empresa afirmava desenvolver medidas amplas para mitigar, compensar e reparar os impactos causados. FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-07/acao-pede-r-4-bi-braskem-por-desvalorizacao-de-imoveis-em-maceio

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Juceal e Imprensa Oficial firmam parceria para guarda de acervo de 132 anos da autarquia de registro empresarial

Contrato firmado é o primeiro entre entidades do Governo de Alagoas, que investe em tecnologia e estrutura física para preservar a memória da administração pública Bruno Soriano e Hotton Machado/ Fotos: Mayara Tolezi   A Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal) e a Imprensa Oficial Graciliano Ramos firmaram uma importante parceria, nesta sexta-feira (11), para garantir a gestão e a guarda adequadas dos arquivos que integram o acervo de 132 anos da Juceal, entidade responsável pelos processos de abertura, alteração e baixa de empresas no estado.   Este foi o primeiro contrato de guarda documental assinado entre entidades do Governo de Alagoas. A assinatura aconteceu na sede da Imprensa Oficial, situada no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió.   Ao todo, o acervo da Juceal é composto por 4.164 lotes, cada qual contendo, em média, 140 processos empresariais. Criada em 26 de maio de 1893, a Junta Comercial possui um cadastro que reúne o histórico de 585.673 empresas.   Na oportunidade, o presidente da Juceal, João Gabriel Costa Lins, o Joãozinho, destacou que a Junta Comercial segue com projetos de modernização dos serviços e de maior aproximação com o empresariado alagoano.   “É um acervo antigo e que reúne documentos de 1893. A ideia é, neste espaço do arquivo, que eu acho que é o maior espaço físico que temos, a gente fazer um auditório. É uma forma de a gente trazer não só a parte de capacitação dos nossos clientes externos, os usuários do Portal Facilita Alagoas, mas também de voltarmos a fazer esse trabalho com as universidades, as faculdades de Direito e Contabilidade”, projetou.   A digitalização dos arquivamentos de registro de negócios foi finalizada em 2016, enquanto a total automação do andamento dos processos empresariais aconteceu em 2023, quando todos os serviços da Juceal passaram a ser disponibilizados unicamente por meio do Portal Facilita Alagoas.   Como forma de dar sequência ao processo de modernização, além da transferência dos arquivos, a Junta Comercial também planeja avançar em outras frentes, a exemplo da análise de processos com auxílio de inteligência artificial e da segunda fase da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) no estado.   O que é a guarda de documentos? O serviço de gestão e guarda documental vai além do simples armazenamento de papeis ou arquivos digitais. Trata-se de uma atividade essencial porque proporciona não apenas a preservação da história, assegurando que as decisões e a própria identidade de uma organização sejam registradas, protegidas e mantidas acessíveis de forma responsável e segura. E com estrutura física adequada e o uso de tecnologias de ponta, como o Sistema de Gerenciamento Eletrônico de Documentos e o rastreamento por QR Code, a Imprensa Oficial proporciona uma gestão eficiente dos acervos sob sua responsabilidade.     No encontro com o presidente da Juceal, o diretor-presidente da Imprensa Oficial Graciliano Ramos, Maurício Bugarim, destacou não apenas a representatividade do convênio, mas também a importância do trabalho desenvolvido pela autarquia, reforçando, ainda, a excelência na prestação do mais novo serviço ofertado pela Imprensa Oficial.   “A Juceal tem uma importância histórica. Isso só reforça a simbologia desse contrato. E nós estamos trabalhando em consonância com os modelos adotados pelas grandes imprensas oficiais do país, reunindo o que há de melhor em tecnologia e estrutura física para a armazenagem de documentos, com sistema de prevenção contra incêndios e um controle rigoroso de acesso, o que nos permite evitar extravios, perdas e manejo inadequado. Ou seja, além de focar a continuidade administrativa, esse serviço também mira a transparência, bem como a promoção da cidadania”, afirmou.   No encontro para a assinatura do contrato, também estiveram presentes o secretário-geral da Juceal, Edvaldo Maiorano, a gerente de arquivo da Juceal, Letícia Garcêz, e o assessor jurídico da Imprensa Oficial Graciliano Ramos, Jeovani de Barros Costa.

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Socorristas do Corpo de Bombeiros atenderam mais de 4.400 ocorrências pré-hospitalares este ano

Dados são do Sistema de Gestão Operacional Fênix e evidenciam a importância do trabalho prestado por esses profissionais Socorristas do Corpo de Bombeiros atenderam 4.442 ocorrências envolvendo Atendimento Pré-Hospitalar em 2025  Ascom CBMAL Alessandra Lima (sob supervisão)/ Ascom CBMAL Nesta quinta-feira, 11 de julho, é celebrado o Dia do Socorrista, data para homenagear quem dedica a vida a cuidar do outro nos momentos mais difíceis. No Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), esses profissionais estão sempre prontos para agir com rapidez, técnica e humanidade, sendo fundamentais em diversas situações de emergência. Segundo dados do Sistema de Gestão Operacional Fênix, de janeiro até o dia 10 de julho de 2025, os socorristas do CBMAL atenderam 4.442 ocorrências de APH (Atendimento Pré-Hospitalar) em todo o estado.   Dessas, 1.710 foram relacionadas a acidentes de trânsito, com destaque para 25 casos de vítimas presas às ferragens, que exigiram técnicas específicas de resgate e trabalho em equipe altamente coordenado.   Os outros 2.732 atendimentos envolveram ocorrências como quedas da própria altura, vítimas de agressão, casos clínicos (mal súbito, dores intensas ou dificuldades respiratórias), transporte de pacientes, crises convulsivas, quadros psicológicos graves, entre outros. Situações que exigem não só preparo técnico, mas também empatia e equilíbrio emocional. Isso porque o socorrista é, muitas vezes, o primeiro contato da vítima com o cuidado, aquele que chega quando tudo parece desabar e oferece segurança, acolhimento e, principalmente, esperança.   Em comparação com o mesmo período do ano passado (3.434 ocorrências), o número de atendimentos cresceu aproximadamente 29%. O volume já representa 66% do total contabilizado em todo o ano de 2024, quando a corporação somou 6.713 ocorrências, o que reforça a intensificação da demanda e a relevância cada vez maior do trabalho realizado pelos profissionais de resgate.     O dado reforça não apenas o crescimento da demanda pelos serviços de atendimento pré-hospitalar, mas também o papel cada vez mais essencial dos socorristas na resposta rápida a emergências em Alagoas. ver ver ver

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Sala Lilás do HGE alcança marca de 500 atendimentos em dois anos

Sala Lilás da RAV no HGE atende vítimas de violência com atendimento aberto a todos os pacientes. Foto: Thallysson Alves   Sala Lilás do HGE completa dois anos com mais de 500 atendimentos a vítimas de violência Inaugurada em 10 de julho de 2022, a Sala Lilás do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, chega ao segundo ano de funcionamento com um importante balanço de atendimentos realizados a vítimas de violência. Desde a sua criação, o espaço já acolheu 528 pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo casos de violência doméstica, agressão sexual, homofobia e outras ocorrências. Segundo dados do próprio hospital, 496 vítimas atendidas foram de violência doméstica, 26 sofreram violência sexual, quatro casos foram motivados por homofobia, e duas vítimas tiveram motivações não identificadas. Em todos os casos, as pessoas receberam atendimento especializado e tiveram garantidos os seus direitos básicos — principalmente o direito à vida e à integridade física e emocional. Espaço de acolhimento e apoio Instalada no primeiro andar do HGE, a Sala Lilás é um espaço voltado ao acolhimento humanizado de vítimas de violência, oferecendo ambiente seguro, privativo e suporte psicossocial. A iniciativa é vinculada à Rede de Atenção às Violências (RAV) e foi instituída por meio do Decreto nº 89.437, de 28 de fevereiro de 2023, que orienta a estruturação de uma rede intersetorial descentralizada de combate às violências contra populações vulneráveis. A gerente operativa da RAV, Laura Oliveira, destaca a atuação integrada da equipe multiprofissional. “A Sala Lilás conta com equipes psicossociais que fazem o acolhimento, acompanhamento durante a internação e os encaminhamentos necessários após a alta. As vítimas são orientadas e direcionadas para abrigos, benefícios sociais, apoio jurídico e segmentações sociais”, explica. HGE como referência A Sala Lilás do HGE foi a primeira a ser instalada em uma unidade hospitalar de Maceió. Para a coordenadora do Serviço Social do hospital, Vanessa Martins, a implantação representou um avanço importante no enfrentamento à violência, especialmente porque o HGE é referência no atendimento a traumas. “A RAV é uma parceira essencial para o nosso trabalho. Juntos, conseguimos prestar o suporte necessário para os pacientes que chegam em estado de vulnerabilidade extrema”, reforça. Atenção especial às crianças O pediatra do HGE, Roney Damascena, destaca o papel fundamental da Sala Lilás na proteção de crianças vítimas de violência, muitas vezes atendidas na emergência com sinais visíveis de abuso. “É uma equipe muito bem preparada, que acolhe as crianças e aciona os órgãos competentes, como o Conselho Tutelar, garantindo a segurança e os direitos dos menores. Esse trabalho complementa o cuidado médico de forma essencial”, afirma. Além do atendimento direto às vítimas, a Sala Lilás também promove capacitações para os profissionais da saúde, reforçando o preparo das equipes para lidar com situações de violência de forma humanizada, ética e eficiente. Redação: ANH/AL

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Rede Limpa retira toneladas de cabos antigos e melhora paisagem no Pontal da Barra

Medida visa ampliar a proteção no trânsito para condutores e população. Foto: Caio Sibaldo Rede Limpa remove cinco toneladas de cabos inativos no Pontal da Barra e reforça segurança na orla de Maceió Com o objetivo de organizar a fiação aérea e eliminar riscos à população, o projeto Rede Limpa continua avançando na orla de Maceió. Nesta semana, a iniciativa chegou ao bairro do Pontal da Barra, onde já foram retiradas cinco toneladas de cabos inutilizados ao longo de 2,5 km da faixa litorânea. A ação é executada pela Prefeitura de Maceió, por meio da Autarquia Municipal de Iluminação Pública (Ilumina), e deve ser concluída no bairro até a próxima sexta-feira (11). O acúmulo de fios obsoletos nos postes compromete a segurança e a estética urbana. Fiações desorganizadas podem provocar choques elétricos, curto-circuitos e interferências em redes ativas, além de representar risco de queda de cabos em áreas de circulação. Segundo a Ilumina, a ação visa também valorizar os espaços públicos, promovendo uma paisagem urbana mais limpa, moderna e segura para moradores, comerciantes e turistas. “O projeto não só elimina riscos, como também devolve à população espaços mais bonitos e seguros. É uma ação que impacta diretamente na qualidade de vida e na valorização do ambiente urbano”, explica a coordenação do projeto. Etapas do projeto e próximos bairros O Rede Limpa teve início na orla marítima de Maceió, abrangendo bairros como Pajuçara, Jatiúca e parte da Ponta Verde. Em apenas um mês de execução, mais de 40 toneladas de fios foram removidas, o equivalente a cerca de 60 mil metros de cabos. A previsão é que toda a faixa litorânea da capital receba o projeto nos próximos oito meses. Após essa etapa, a operação seguirá para o Centro de Maceió, onde a situação também demanda intervenções. Modernização e iluminação eficiente Além da remoção dos cabos, o trabalho de modernização no Pontal da Barra inclui a substituição de postes metálicos deteriorados pela ação da maresia. Os novos modelos, feitos de fibra de vidro, são mais resistentes e duráveis. A Ilumina também realizou a instalação de projetores de LED voltados para a faixa de areia e espaços de lazer, promovendo o uso seguro da área no período noturno. Essas ações fazem parte do programa de reestruturação e ampliação da rede de iluminação pública da capital alagoana. “O investimento na modernização da iluminação é essencial para garantir mais conforto, segurança e incentivo ao uso dos espaços públicos, tanto para moradores quanto para turistas”, destaca a autarquia. Com a soma dos esforços do Rede Limpa e da modernização da rede, o Pontal da Barra se consolida como um dos bairros mais valorizados e atrativos de Maceió, ganhando novos contornos de urbanidade, beleza e segurança. Redação: ANH/AL    

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Trânsito ganha reforço: novo semáforo será ativado na Av. Márcio Canuto

Semáforo em novo cruzamento da Av. .Márcio Canuto entra em operação neste domingo (13). Ascom DMTT Novo semáforo é instalado na Av. Márcio Canuto e começa a operar neste domingo (13) A partir deste domingo (13), entra em funcionamento um novo semáforo no cruzamento entre as avenidas Márcio Canuto e Alba Mendes, no bairro do Barro Duro, em Maceió. A iniciativa visa reforçar a segurança viária e melhorar a fluidez do trânsito em um trecho com relevo acidentado, marcado por aclives e declives que aumentam os riscos de acidentes. O equipamento começou a operar em fase de testes na última segunda-feira (7), em modo intermitente, com o objetivo de familiarizar condutores e pedestres à nova sinalização. Também foram instalados painéis de LED para alertar os motoristas sobre o início da operação total do sistema. O novo semáforo utiliza tecnologia com sensores por imagem, que detectam a presença de veículos e ajustam automaticamente o tempo dos sinais conforme o fluxo. Esse modelo já é utilizado com sucesso no cruzamento das avenidas Josefa de Melo e Santa Amália, no bairro do São Jorge. A automação permite reduzir paradas desnecessárias e garante maior eficiência ao tráfego. A Avenida Márcio Canuto seguirá como via preferencial, com sinal verde liberado na maior parte do tempo. O fechamento do semáforo ocorrerá apenas quando houver veículos na Rua Alba Mendes ou pedestres acionarem a botoeira de travessia. Para pedestres, o novo sistema oferece botoeiras com sinalização sonora. Ao apertar o botão por três segundos, o usuário deve aguardar o sinal sonoro e a luz verde para realizar a travessia com segurança. O tempo de espera varia conforme a demanda do trânsito. O equipamento também foi sincronizado com outro semáforo já existente na Avenida Márcio Canuto, localizado cerca de 150 metros antes do cruzamento. A medida evita paradas sucessivas e melhora a fluidez no trecho. O Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) orienta motoristas e pedestres a redobrarem a atenção ao trafegar pela região, especialmente neste período de adaptação ao novo sistema. Redação: ANH/AL

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Inflação de junho: Gasolina sobe 3,87% e alimentos recuam

Variação no preço da gasolina e redução nos alimentos impactam índice de junho. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil) Inflação desacelera no Grande Recife, mas combustíveis e energia ainda pressionam o orçamento das famílias A inflação na Região Metropolitana do Recife (RMR) registrou alta de 0,33% em junho, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados nesta quinta-feira (10) pelo IBGE. Embora represente uma desaceleração em relação ao mês anterior (0,56%), o índice mantém o Grande Recife entre as regiões com maior variação do país foi a quarta maior taxa entre as capitais e a segunda mais alta do Nordeste, atrás apenas de Fortaleza (0,37%). Combustíveis e energia lideram pressões inflacionárias A principal influência no resultado de junho foi o aumento no preço da gasolina, que subiu 3,87% no mês e, sozinha, respondeu por 0,22 ponto percentual da inflação registrada. O impacto foi maior que o da energia elétrica, que também teve alta relevante: 2,36%, puxada pela aplicação da bandeira tarifária vermelha patamar 1. O encarecimento da conta de luz refletiu diretamente no orçamento das famílias e reforça o peso dos custos de serviços essenciais na composição da inflação. Outro item com forte variação foi o transporte por aplicativo, que apresentou alta de 14,54%. Esse aumento pode ser explicado por fatores como os reajustes nos combustíveis e a maior demanda pelos serviços. Alimentos têm comportamento misto No grupo de alimentação, o comportamento dos preços foi mais variado. Alguns produtos tiveram altas expressivas, como a farinha de arroz (5,6%) e a banana-da-terra (5,42%), refletindo variações sazonais e questões de oferta. Em contrapartida, frutas como melão (-15,87%), laranja-pera (-13,64%) e tomate (-12,07%) registraram quedas significativas, contribuindo para segurar a inflação do grupo de alimentos no domicílio. Mesmo com a queda pontual desses alimentos, o custo da alimentação segue como preocupação constante para os consumidores. Em paralelo, o preço da cesta básica no Recife acumula alta de 9,39% em 12 meses, chegando a R$ 637,62 um peso considerável no orçamento das famílias de baixa renda. Acumulado no ano e nos últimos 12 meses No acumulado de 2024, a inflação na RMR já soma 3,01%. Quando considerado o período dos últimos 12 meses, a alta chega a 4,77%, número próximo ao centro da meta inflacionária estabelecida pelo Banco Central (3% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos). Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação de preços para famílias com renda de até cinco salários mínimos, teve variação de 0,24% em junho na RMR. O índice acumula alta de 3,02% no ano e 4,36% em 12 meses, acima dos 2,61% registrados no período anterior. Em junho de 2024, o INPC havia apresentado deflação de -0,08%. Perspectivas Mesmo com o recuo em relação a maio, o cenário ainda exige cautela. A combinação entre oscilação de preços dos combustíveis, reajustes nas tarifas de energia e a instabilidade em alguns alimentos mantém a inflação pressionada. A expectativa é que, com o arrefecimento dos preços internacionais do petróleo e maior estabilidade nas tarifas de serviços regulados, os próximos meses apresentem uma inflação mais controlada. Contudo, fatores externos, como a volatilidade do dólar e o comportamento do clima que afeta diretamente a oferta agrícola continuam sendo pontos de atenção para a economia brasileira e, em especial, para o bolso do consumidor recifense. Redação: ANH/PE                                                                                            

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Vereador David Empregos é o novo vice-líder do governo JHC na Câmara de Maceió

Parlamentar assume a função com foco no diálogo com as comunidades e na defesa dos projetos prioritários para a capital O vereador David Empregos (União Brasil) foi escolhido como novo vice-líder do governo JHC na Câmara Municipal de Maceió. A indicação reforça a articulação entre o Executivo e o Legislativo, com o objetivo de acelerar a tramitação de projetos estratégicos e ampliar a escuta das demandas populares.   Conhecido pelo forte vínculo com as comunidades e pela atuação direta nas áreas da habitação, infraestrutura, saúde e geração de emprego, David agradeceu ao prefeito JHC pela confiança e afirmou estar pronto para contribuir ainda mais com a cidade.   “Recebo essa missão com muita responsabilidade. Vamos trabalhar em parceria, defendendo as pautas do governo e, principalmente, ouvindo o povo de Maceió. Essa vice-liderança é mais uma ponte para levar a voz das comunidades ao centro das decisões”, declarou o parlamentar.   O presidente da Câmara, Chico Filho, elogiou a escolha e destacou a contribuição que David tem dado para Maceió. “Um jovem vereador, que tem demonstrado muito compromisso e preocupação com os rumos da nossa cidade. Suas observações estão contribuindo para melhorarmos os resultados que apresentamos para nossa sociedade. Foi também uma boa escolha do prefeito JHC para colaborar com o líder Kelmann Vieira”, pontuou. Fonte: maceio.al.leg.br

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Veja o Top50 veículos mais vendidos no Brasil no primeiro semestre

Veja quais foram os 50 veículos mais vendidos no Brasil no primeiro semestre (foto: Fiat). Passado os seis primeiros meses, o país já emplacou mais de um milhão de unidades entre automóveis e comerciais leves De janeiro a junho, o mercado automotivo brasileiro emplacou mais de um milhão de veículos leves (1.131.269, mais precisamente), segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Se de início os números apontavam uma certa disputa pelo primeiro lugar, agora já mostra um certo distanciamento de mais de cinco mil unidades de diferença. Como é de se esperar, os SUVs dominam a lista dos 50 mais vendidos. Ao todo, são 22 modelos de supercompactos a grandes, ou seja, quase metade do total. No mais, são oito picapes, sete sedãs, um furgão pequeno, uma van e uma minivan e os outros 10 são hatchs compactos. Confira o Top50 de veículos mais vendidos do primeiro semestre de 2025: 50º → BYD King → 6.255 unidades 49º → BYD Dolphin → 6.285 unidades 48º → Citroën C3 → 6.316 unidades 47º → Peugeot 2008 → 6.620 unidades 46º → Jeep Commander → 7.218 unidades 45º → Honda City Hatch → 7.401 unidades 44º → Caoa Chery Tiggo 8 → 7.467 unidades 43º → Renault Master → 7.652 unidades 42º → Toyota SW4 → 8.307 unidades 41º → Honda City → 8.362 unidades 40º → Volkswagen Taos → 8.550 unidades 39º → Renault Duster → 8.600 unidades 38º → Fiat Fiorino → 9.912 unidades 37º → Citroën Basalt → 10.017 unidades 36º → Chevrolet Montana → 10.129 unidades 35º → Renault Kardian → 10.284 unidades 34º → Chevrolet Spin → 10.348 unidades 33º → Ram Rampage → 11.428 unidades 32º → GWM Haval H6 → 12.673 unidades 31º → BYD Dolphin Mini → 13.213 unidades 30º → Chevrolet S10 → 13.781 unidades 29º → Caoa Chery Tiggo 7 → 14.183 unidades 28º → Fiat Cronos → 14.551 unidades 27º → Hyundai HB20S → 14.931 unidades 26º → Ford Ranger → 15.973 unidades 25º → Volkswagen Virtus → 17.173 unidades 24º → BYD Song → 17.486 unidades 23º → Toyota Corolla → 18.396 unidades 22º → Fiat Pulse → 20.264 unidades 21º → Jeep Renegade → 20.668 unidades 20º → Chevrolet Onix Plus → 21.559 unidades 19º → Volkswagen Nivus → 22.598 unidades 18º → Toyota Hilux → 23.151 unidades 17º → Nissan Kicks → 23.191 unidades 16º → Fiat Toro → 23.332 unidades 15º → Fiat Fastback → 25.160 unidades 14º → Renault Kwid → 26.380 unidades 13º → Chevrolet Tracker → 27.238 unidades 12º → Jeep Compass → 27.531 unidades 11º → Volkswagen Saveiro → 29.147 unidades 10º → Toyota Corolla Cross → 30.090 unidades 9º → Hyundai Creta → 31.177 unidades 8º → Honda HR-V → 32.002 unidades 7º → Fiat Mobi → 33.230 unidades 6º → Chevrolet Onix → 34.389 unidades 5º → Hyundai HB20 → 36.873 unidades 4º → Fiat Argo → 44.466 unidades 3º → Volkswagen T-Cross → 44.529 unidades 2º → Volkswagen Polo → 57.216 unidades 1º → Fiat Strada → 62.697 unidades Fonte: diariodopoder

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