Cidadania Alagoas

SAÚDE

Nutróloga explica por que peso pode voltar após suspensão da medicação; estudo aponta reganho de 60%

Obesidade mais que dobrou entre adultos das capitais brasileiras e do DF em 18 anos; pesquisa de 2026 analisa pacientes após uso de agonistas de GLP-1 e amplia discussão sobre manutenção dos resultados Por Tríade Comunicação A obesidade mais que dobrou entre adultos das capitais brasileiras e do Distrito Federal em 18 anos. Dados do Vigitel Brasil 2006/2024, divulgados pelo Ministério da Saúde, mostram que a prevalência passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. O excesso de peso também cresceu no período, de 42,6% para 62,6%. No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, os números dimensionam uma doença crônica associada a maior risco de diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e outros problemas de saúde. Um estudo publicado em 2026 acrescenta um novo ponto a essa discussão: o que acontece depois do emagrecimento. Revisão sistemática e meta-análise publicada na revista científica eClinicalMedicine, do grupo The Lancet, apontou que, um ano após a interrupção de medicamentos agonistas de GLP-1, pacientes recuperaram, em média, cerca de 60% do peso perdido durante o tratamento. A pesquisa reuniu 48 estudos e utilizou dados de 3.236 participantes de ensaios clínicos para estimar a trajetória do reganho de peso. A médica nutróloga Eline Soriano explica que o resultado não significa simplesmente que o paciente “voltou a comer como antes”. Durante a perda de peso, o organismo pode passar por adaptações que aumentam a fome, modificam os sinais de saciedade e reduzem o gasto energético, numa tentativa de conservar energia e recuperar parte do peso eliminado. “Existe uma resposta biológica à perda de peso. O organismo pode passar a gastar menos energia e aumentar os estímulos relacionados à fome. Isso ajuda a entender por que manter o peso pode ser tão desafiador quanto emagrecer e por que o reganho não deve ser interpretado simplesmente como falta de disciplina do paciente”, explica Eline. Uso crescente – A discussão ocorre em meio ao aumento do uso das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgados pelo Ministério da Saúde em setembro de 2026, mostram que o número de usuários desses medicamentos passou de aproximadamente 400 mil para mais de 750 mil por mês. Para Eline, a maior disponibilidade dessas terapias exige atenção também ao planejamento de longo prazo. A indicação, a duração e uma eventual retirada do medicamento dependem da resposta clínica e das características de cada paciente. “Não se deve iniciar um tratamento pensando apenas em quantos quilos serão perdidos. É preciso avaliar desde o começo como preservar massa muscular, acompanhar a saúde metabólica e trabalhar a manutenção do resultado. Quando há indicação de medicamento, a retirada também precisa ser discutida e planejada”, afirma. Alimentação adequada, atividade física, sono e acompanhamento clínico continuam fazendo parte do tratamento. Em uma doença crônica, porém, essas medidas não devem ser tratadas como uma fórmula isolada nem como garantia de que o peso não voltará. “O tratamento bem-sucedido não termina quando a balança chega a determinado número. O objetivo é controlar a doença, reduzir riscos à saúde e construir condições para que o resultado seja sustentado ao longo do tempo”, finaliza Eline Soriano.

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Unimed Maceió reúne orientação e atendimento oncológico no mesmo complexo para facilitar acesso ao cuidado

Por Tríade Comunicação O câncer de mama pode se desenvolver sem apresentar sinais nas fases iniciais e ser identificado pela mamografia antes mesmo que um nódulo seja percebido pelo toque. Em Alagoas, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 880 novos casos da doença em 2026, sendo 380 em Maceió. Durante o Outubro Rosa, os números reforçam a importância de não esperar o surgimento de sintomas para procurar acompanhamento e manter os exames indicados em dia. Na Unimed Maceió, as beneficiárias contam com uma estrutura voltada ao acompanhamento especializado. Quando há necessidade de cuidado oncológico, a operadora oferece serviço de Oncologia e Centro de Terapia Assistida (CTA), garantindo continuidade do tratamento com equipe especializada e atendimento integrado. Esperar sentir alguma alteração pode significar perder a oportunidade de identificar lesões ainda muito pequenas. Segundo a oncologista Flávia Mota de Alencar, da Unimed Maceió, há uma diferença significativa entre o tamanho das alterações que podem ser percebidas pelo toque e aquelas identificadas por exames de imagem. Para a especialista, um dos equívocos ainda comuns é considerar o autoexame suficiente para o rastreamento. Embora conhecer o próprio corpo seja importante para perceber alterações, a mamografia consegue identificar lesões muito menores e que ainda não são perceptíveis ao toque. “O autoexame normalmente só consegue identificar lesões em torno de 2 cm. No exame físico feito no consultório, às vezes notamos lesões em torno de 1 cm. A mamografia consegue pegar lesões que, em alguns casos, são menores que 0,5 cm. Isso faz muita diferença, porque quanto menor a doença, maior a chance de cura”, explica. A médica destaca que a ausência de sintomas não deve ser usada como motivo para adiar o acompanhamento. “O câncer é uma doença silenciosa e, quando dá sintomas, geralmente já está em uma fase mais avançada. Com os exames em dia, conseguimos diagnosticar de forma inicial, realizar uma cirurgia menos invasiva e aumentar ainda mais a chance de cura”, afirma. Recomendações – A idade indicada para iniciar o rastreamento varia conforme as diretrizes adotadas. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda, como estratégia de rastreamento populacional, a mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Entre 40 e 49 anos, o exame também pode ser realizado pelo SUS após orientação sobre riscos e benefícios. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda a mamografia anual a partir dos 40 anos. Na avaliação individual, Flávia orienta que a decisão considere também o histórico e os fatores de risco de cada mulher. “Se vamos recomendar individualmente para uma paciente, dizemos que ela faça o exame anualmente a partir dos 40 anos”, afirma. A descoberta em fases iniciais também pode modificar o tratamento necessário. Segundo a especialista, tumores menores podem permitir cirurgias menos extensas e, dependendo das características da doença, há casos em que a quimioterapia não é necessária. Quando há indicação de acompanhamento especializado, as beneficiárias da Unimed Maceió contam com o serviço de Oncologia e o Centro de Terapia Assistida (CTA).

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Anvisa aprova medicamento para tratar esquistossomose em crianças

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (30) o registro do medicamento Farmanguinhos Arpraziquantel, indicado para o tratamento da esquistossomose causada pelo parasita Schistosoma mansoni ou Schistosoma haematobium em crianças de 3 meses a 6 anos. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União. Em nota, a Anvisa destacou que a doença é considerada problema de saúde pública em regiões tropicais e subtropicais da África, da Ásia, do Caribe e da América do Sul. “É uma doença tropical negligenciada, um grupo diversificado de condições que afeta predominantemente populações de baixa renda em todo o mundo e pode evoluir de formas assintomáticas a quadros clínicos extremamente graves.” De acordo com a agência, quando ingerido, o arpraziquantel é absorvido pelos vermes nos vasos sanguíneos do paciente e causa espasmos musculares e paralisia nos parasitas, o que interrompe sua fixação aos vasos sanguíneos. “O medicamento também danifica o tegumento, uma barreira que protege o parasita do sistema imunológico. Com isso, o corpo consegue destruir os vermes.”

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Centros de Atenção Psicossocial ampliam assistência à população

Maceió conta com seis Caps espalhados pela cidade. Foto: Victor Vercant/Secom Maceió A saúde mental é uma área que exige cuidado contínuo, acolhimento e uma rede de assistência preparada para atender às diferentes necessidades da população. Em Maceió, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) desempenham um papel fundamental nesse processo, oferecendo acompanhamento especializado a pessoas que necessitam de um cuidado mais intensivo e multiprofissional. Integrados à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), os Caps são serviços estratégicos para o atendimento de casos mais graves ou persistentes, como transtornos mentais severos, além de situações relacionadas à dependência de álcool e outras drogas. As unidades funcionam como espaços de acolhimento, tratamento e acompanhamento, contribuindo para que os usuários tenham acesso a um cuidado humanizado e adequado às suas necessidades. Nessas unidades, o atendimento é realizado por equipes multiprofissionais, que envolvem psiquiatras, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, profissionais de educação física, entre outros especialistas. A atuação integrada permite que cada usuário seja acompanhado de maneira individualizada, considerando não apenas os aspectos relacionados à saúde, mas também sua realidade social, familiar e comunitária. O objetivo é promover não apenas o tratamento, mas também a reabilitação psicossocial e a autonomia dos usuários. Para isso, as equipes desenvolvem diferentes estratégias terapêuticas e atividades que favorecem a convivência, a socialização, a expressão, o autocuidado e a reinserção social. Caps de Maceió atendem diferentes públicos Atualmente, Maceió conta com seis Caps distribuídos pela cidade, que atendem públicos e necessidades específicas dentro da Rede de Atenção Psicossocial: – Caps AD Dr. Everaldo Moreira (Farol) – atendimento ao público adulto com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas; – Caps Dr. Rostan Silvestre (Jatiúca) – atendimento ao público adulto; – Caps Enfermeira Noraci Pedrosa (Jacintinho) – atendimento ao público adulto; – Caps Dr. Sadi Feitosa de Carvalho (Bebedouro) – atendimento ao público adulto; – Capsi Dr. Luiz da Rocha Cerqueira (Serraria) – atendimento ao público infanto-juvenil; – Caps AD III Novo Jardim (Cidade Universitária) – funcionamento 24 horas e atendimento ao público adulto com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. A distribuição das unidades permite ampliar o acesso da população aos serviços especializados e oferecer acompanhamento de acordo com o perfil e as necessidades de cada usuário. Como ter acesso O acesso aos Caps pode ocorrer por meio de encaminhamento realizado pelas Unidades de Saúde ou por procura espontânea. Ao chegar à unidade, o usuário passa por um acolhimento inicial realizado pela equipe, que avalia a situação e orienta sobre o acompanhamento mais adequado. 

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São Paulo tem quatro novos casos de sarampo; total chega a 36 este ano

Vacinação está disponível em todo o estado Agência Brasil © OMS A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo confirmou, nesta terça-feira (15), quatro novos casos de sarampo, elevando o total de registros da doença para 36 ao longo de 2026.  Dos novos pacientes diagnosticados, três são moradores da capital paulista. Foram infectados duas crianças menores de dois anos, que estavam com o esquema de imunização incompleto, e uma mulher de 24 anos com histórico de vacinação. O quarto caso ocorreu no ABC Paulista. O paciente é um homem de 36 anos residente em Santo André, que também tinha registro da vacinação. A capital paulista concentra 88% das infecções registradas no estado. O balanço atualizado aponta 32 casos na capital, dois casos em São Bernardo do Campo e um caso em Guarulhos e Santo André. A baixa adesão à vacinação traz preocupação às autoridades sanitárias. Dos 36 casos identificados, 26 envolvem pessoas sem histórico vacinal ou com o esquema contra o sarampo incompleto. Monitoramento e transmissão De acordo com a secretaria, foram registrados dois casos importados de sarampo nos meses de março e abril. Após 12 semanas sem nenhum registro de contágio, esse tipo de ocorrência foi declarada encerrada. Em relação às demais notificações entre junho e agosto, já foram mapeadas os locais de transmissão, que estão sob monitoramento do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) em parceria com as vigilâncias dos municípios. As equipes de saúde realizam investigações epidemiológicas, identificam e monitoram as pessoas que tiveram contato com os pacientes e aplicam a vacina de bloqueio sempre que necessário. Prevenção gratuita A vacinação é a principal e mais segura forma de prevenção contra a doença. A vacina tríplice viral protege, além do sarampo, contra a caxumba e a rubéola. É oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode ser encontrada nos postos de saúde dos 645 municípios paulistas. >> Veja quem deve tomar a vacina: Crianças 12 meses: primeira dose 15 meses: segunda dose 15 meses a 29 anos Devem tomar as duas doses da vacina com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. 30 a 59 anos Devem ter pelo menos uma dose da vacina registrada na caderneta. Trabalhadores da saúde Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade. Dose zero para bebês Aplicada em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A dose zero pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância. A dose zero não substitui as previstas no calendário. Mesmo que seja vacinada antes de completar 1 ano, a criança deverá receber normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. * Estagiário sob supervisão de Odair Braz Edição: Carolina Pimentel

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Nutróloga explica como alimentação e estilo de vida se relacionam com a saúde mental

Estudo com quase 16 mil brasileiros associa maior consumo de ultraprocessados ao risco de sintomas depressivos e amplia discussão durante o Setembro Amarelo Por Tríade Comunicação O que colocamos no prato pode ter relação também com a saúde mental. Um estudo realizado com 15.960 adultos brasileiros identificou que, a cada aumento de 10% na participação dos alimentos ultraprocessados na dieta, houve associação com um risco 10% maior de desenvolvimento de sintomas depressivos. O dado ganha relevância durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização e à prevenção do suicídio, ao ampliar a discussão sobre fatores do estilo de vida que também fazem parte do cuidado com a saúde. A pesquisa, intitulada Adherence to the ultra-processed dietary pattern and risk of depressive outcomes: Findings from the NutriNet Brasil cohort study and an updated systematic review and meta-analysis, foi publicada em 2024 na revista científica Clinical Nutrition. O trabalho utilizou dados da coorte NutriNet Brasil e analisou adultos que, no início do acompanhamento, não apresentavam depressão ou sintomas depressivos. Os participantes foram acompanhados, em média, durante 18,3 meses. Ao longo do período, foram identificados 2.373 novos casos de sintomas depressivos. Além da associação observada a cada aumento de 10% na participação dos ultraprocessados na alimentação, os pesquisadores realizaram uma revisão sistemática e metanálise de seis estudos prospectivos. Nessa análise, pessoas com maior exposição aos ultraprocessados apresentaram risco 32% maior de desfechos depressivos em comparação com aquelas de menor exposição. Os resultados não significam, porém, que determinado alimento seja capaz de causar depressão de forma isolada. Para a médica nutróloga Eline Soriano, esse é um cuidado importante na interpretação dos dados. “Depressão é uma condição multifatorial. Não podemos dizer que uma pessoa desenvolveu depressão porque consome ultraprocessados, assim como não podemos afirmar que mudar a alimentação vai tratar, sozinha, um transtorno depressivo. O que estudos como esse mostram é que alimentação, saúde metabólica e saúde mental não devem ser vistas como áreas completamente separadas”, explica. A possível relação entre padrão alimentar e saúde mental envolve diferentes mecanismos. Dietas com grande participação de ultraprocessados costumam apresentar, de maneira geral, menor densidade nutricional e maior presença de açúcares adicionados, gorduras de baixa qualidade, sódio e aditivos, ao mesmo tempo em que podem substituir alimentos in natura ou minimamente processados importantes para uma alimentação equilibrada. Segundo Eline Soriano, o funcionamento cerebral depende de uma combinação de fatores que vai muito além das calorias consumidas. “O cérebro precisa de nutrientes para desempenhar suas funções adequadamente. Proteínas, vitaminas, minerais e ácidos graxos participam de diversos processos do organismo. Quando avaliamos um paciente, não olhamos apenas para peso ou composição corporal. Qualidade da alimentação, sono, atividade física e saúde metabólica também precisam entrar nessa análise”, afirma. Outro ponto investigado pela ciência é a comunicação entre intestino e cérebro. A microbiota intestinal participa de processos metabólicos, imunológicos e inflamatórios, o que tem levado pesquisadores a estudar cada vez mais o chamado eixo intestino-cérebro. Isso não significa, entretanto, que exista uma dieta específica capaz de prevenir ou tratar isoladamente a depressão. A inflamação crônica de baixo grau também aparece entre os possíveis caminhos biológicos estudados. Alterações metabólicas, excesso de gordura corporal, sedentarismo, sono inadequado e determinados padrões alimentares podem estar relacionados a processos inflamatórios no organismo. NUTRIÇÃO – Cansaço persistente, indisposição e dificuldade de concentração são sintomas inespecíficos e podem ter diferentes causas. Em alguns pacientes, alterações nutricionais ou metabólicas também podem contribuir para esse quadro, razão pela qual a avaliação individualizada é importante. “Existem deficiências de vitaminas e minerais que podem repercutir em energia, disposição e funcionamento do organismo, mas suplementar sem identificar uma necessidade não é a resposta. Primeiro precisamos entender o paciente, investigar possíveis deficiências e, quando houver indicação, fazer a correção adequada”, explica a nutróloga. A especialista ressalta ainda que hábitos saudáveis funcionam de forma integrada. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e sono adequado contribuem para a saúde global, mas não devem ser apresentados como substitutos de tratamento psicológico ou psiquiátrico quando ele é necessário. “A mensagem do Setembro Amarelo precisa ser responsável. Cuidar da alimentação, dormir melhor e praticar atividade física são medidas importantes para a saúde, inclusive para o bem-estar, mas uma pessoa com sintomas de depressão precisa de avaliação adequada. O cuidado pode envolver diferentes profissionais, e a nutrologia entra como uma das áreas que podem contribuir dentro dessa abordagem multidisciplinar”, conclui Eline Soriano.

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Anvisa aprova importação de remédio experimental para piloto Lito

Anvisa aprova importação de remédio experimental para piloto Lito Ele foi diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob  Agência Brasil A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e o uso de uma medicação experimental para o tratamento do piloto e youtuber Lito Sousa, diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob. A informação foi confirmada pela família via redes sociais. Segundo a esposa de Lito, Mila Seidl, a expectativa é que a medicação chegue ao Brasil entre sete e nove dias a contar da última sexta-feira (4). “O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento”, comemorou Mila no post, destacando que não houve regalias no processo. “Vi algumas pessoas dizendo que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi. Isso é um regulamento, está previsto em lei. Alguns países adotam o uso compassivo de medicação e aí você tem um trâmite legal que precisa ser cumprido. Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito”, explicou a esposa do youtuber. Mila lembrou que qualquer pessoa em situação similar pode pleitear o mesmo tipo de autorização. “Cabe à Anvisa analisar, deferir ou indeferir. A gente apresentou bastante documentação. [O processo] estava bem robusto”, completou, a citar documentos enviados pela farmacêutica e exames diversos. “Uma das nossas missões é mostrar o caminho que famílias que passam por isso – por doenças raras, não necessariamente a nossa, mas outras – podem seguir para conseguir o uso experimental de medicamentos, a importação, a entrada em estudos”, destacou a esposa de Lito. Ainda segundo Mila, houve um entendimento, por parte do governo brasileiro, incluindo o Ministério da Saúde e a própria Anvisa, bem como da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, sobre a urgência e a celeridade da causa de Lito. “Mesmo assim, sendo muito sincera, foi muito angustiante porque esse fluxo mais rápido levou cerca de uma semana e, em uma semana, a gente perdeu algumas coisas”, disse, ao se referir ao quadro do marido. “Mas eu entendo. Eles têm que estar calçados de que estão fazendo a coisa certa. Não podem canetar, precisam apreciar.” A doença A comunidade científica tem, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas absolutas a respeito da Doença de Creutzfeldt-Jakob. A condição é rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados por ano no Brasil. A doença se instala quando formas anormais de uma proteína produzida dentro das células cerebrais, os príons, passam a se acumular, comprometendo o funcionamento do órgão. O quadro progride rapidamente com desfecho fatal.

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Hemoal leva equipe itinerante à Coruripe para coletar sangue nesta quinta-feira

UTILIDADE PÚBLICA Hemoal leva equipe itinerante à Coruripe para coletar sangue nesta quinta-feira A ação itinerante vai ocorrer das 9h às 16h, na Unidade de Coleta e Transfusão, no barro Tércio Wanderley O Hemocentro de Alagoas (Hemoal) promove coleta externa de sangue nesta quinta-feira (3), em Coruripe. A ação itinerante vai ocorrer das 9h às 16h, na Unidade de Coleta e Transfusão, situada no bairro Tércio Wanderley. Por meio da coleta externa, o Hemoal facilita o acesso dos voluntários que residem no Litoral Sul do estado. Simultaneamente, o hemocentro atua para manter estabilizado o estoque sanguíneo, visando garantir o fornecimento de hemocomponentes a maternidades e hospitais estaduais. Para doar sangue é necessário estar bem de saúde e ter idade entre 16 e 69 anos, conforme critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. É obrigatório, também, portar um documento de identificação oficial e original com foto e pesar, no mínimo, 50 quilos. Pessoas diagnosticadas com doença de Chagas, Aids, sífilis e hepatite após os 11 anos estão proibidas permanentemente de doar sangue. No caso das mulheres, o procedimento é proibido apenas se estiverem grávidas ou amamentando. O voluntário deve estar alimentado, evitando alimentos gordurosos. É proibido ingerir bebidas alcoólicas antes do procedimento e é preciso dormir pelo menos 6 horas na noite anterior. Pessoas que colocaram piercing, fizeram tatuagem, maquiagem definitiva e micropigmentação podem doar sangue após quatro meses.

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Campanha Setembro Amarelo intensifica ações de prevenção ao suicídio em Maceió

Durante todo este mês, a Rede de Atenção Psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde ampliará as discussões sobre o tema com usuários, comunidade escolar e população em geral Marília Ferreira/Ascom SMS Este ano, a campanha do Setembro Amarelo traz o tema “Escutar é estar presente”, destacando a importância da escuta acolhedora, atenta e sem julgamentos como gesto de cuidado. Buscando intensificar os debates em torno da conscientização e prevenção do suicídio, a Secretaria Municipal de Saúde de Maceió (SMS), por meio da Coordenação Técnica de Atenção Psicossocial, promove, durante todo este mês, a campanha Setembro Amarelo. Este ano, a programação toma como eixo orientador a campanha Setembro Amarelo 2026 do Centro de Valorização da Vida (CVV), cujo tema é “Escutar é estar presente”, destacando a importância da escuta acolhedora, atenta e sem julgamentos como gesto de cuidado, apoio e aproximação, e mobilizando toda a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), Unidades de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e escolas em torno do tema, reconhecendo seu papel na rede de apoio emocional.  Em alusão à campanha, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) Dr. Luiz da Rocha Cerqueira, situado no Conjunto José Tenório, realizará, no período de 14 a 18 de setembro, uma programação integrada de ações internas e extramuros, envolvendo crianças e adolescentes acompanhados pelo serviço, familiares, comunidade escolar, usuários da Atenção Primária e população em geral. Entre as ações que serão realizadas estão oficinas terapêuticas, panfletagem nas ruas e palestras em escolas para estudantes. “O objetivo dessas atividades é promover educação em saúde, prevenção, acolhimento e valorização da vida, fortalecendo a escuta qualificada, o autocuidado, os fatores de proteção e o conhecimento sobre a rede de apoio e os caminhos para busca de ajuda, com linguagem adequada à infância e à adolescência”, destacou o coordenador do Capsi, Marcello Araújo. Já no Caps AD III Novo Jardim, localizado na Cidade Universitária, o cronograma de ações propõe uma abordagem ampliada da prevenção, organizando as atividades do mês em quatro eixos temáticos: Cuidar de Quem Cuida; Cuidar no Território; Cuidar de Si e do Outro; e Cuidar em Rede. As ações serão realizadas de 1º a 30 de setembro, na própria unidade, com palestras, dinâmicas, oficinas de pinturas e panfletagem nas proximidades do Caps. Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção do suicídio. Foto: Divulgação/SMS “Compreende-se o suicídio como um grave problema de saúde pública, cuja ocorrência est[a relacionada a múltiplos fatores e determinantes. Dessa forma, pensar em estratégias de prevenção ao suicídio requer ampliar o olhar para além da pessoa que se encontra em sofrimento psíquico, considerando também o contexto social, familiar e comunitário que a envolve”, afirmou a coordenadora do Caps AD III Novo Jardim, Valéria Dias. Os demais Caps do município e todas as unidades de saúde também estarão mobilizadas na campanha Setembro Amarelo, com o intuito de levar informação e acolhimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de palestras, rodas de conversa, oficinas e dinâmicas, que terão como foco a prevenção do suicídio, valorização da vida e reflexão sobre seus aspectos individuais, familiares e sociais. Sobre a campanha Setembro Amarelo é um movimento, uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Idealizada ainda no final de 2014 por diversas entidades, entre elas o CVV (Centro de Valorização da Vida), teve sua primeira edição em 2015. A cor “amarela” é usada mundialmente como referência direta ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro). Em 2026, o Centro de Valorização da Vida (CVV) apresenta a campanha do Setembro Amarelo com o tema “Escutar é estar presente”. O foco é lembrar que oferecer uma escuta acolhedora pode representar o primeiro passo para que alguém em sofrimento emocional encontre apoio e não enfrente esse momento sozinho.

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Canetas emagrecedoras: uso sem supervisão pode causar perda muscular

O uso de medicamentos popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras tem se mostrado eficaz no combate à obesidade, mas também é associado a casos de deficiência de vitaminas e perda de massa muscular, sobretudo quando não há mudança de hábitos relacionados à alimentação e atividade física. Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenador do Departamento de Farmacoterapia da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), Marcio Mancini, explica que esse tipo de medicamento – da classe dos agonistas do receptor GLP 1 – pode causar deficiência de micronutrientes e perda excessiva de massa muscular se não houver um acompanhamento adequado. Segundo ele, o forte efeito de redução do apetite e de atraso do esvaziamento do estômago fazem com que os pacientes, muitas vezes, reduzam drasticamente a ingestão de alimentos, o que pode levar a um consumo insuficiente de proteínas e vitaminas. “Quando o tratamento é iniciado, é preciso dar prioridade à densidade nutricional. O foco principal não deve ser apenas reduzir o tamanho das porções, mas garantir que as pequenas refeições sejam ricas em nutrientes.” O médico sugere metas de proteína de aproximadamente 1,2 grama/quilo/dia para indivíduos jovens e saudáveis, e de 1,5 grama/quilo/dia para idosos ou pessoas em risco de sarcopenia (perda de massa muscular. De acordo com o especialista, também é essencial fazer o acompanhamento da quantidade de massa magra, o que pode ser feito por meio de exames como a bioimpedância, em consultório, e  densitometria de corpo inteiro, no em laboratório. Outra estratégia é testar a função muscular por meio de testes de força de preensão manual (hand grip) para evitar que a perda de músculo ultrapasse 25% de todo o peso perdido. Mancini destaca que as queixas mais comuns associadas ao uso de canetas emagrecedoras sem supervisão adequada incluem queda e afinamento de cabelo e sintomas gastrointestinais persistentes, como náusea, constipação, flatulência e sensação de estufamento mais intensos que o normal. Para evitar tais situações, o endocrinologista lista algumas estratégias comportamentais e dietéticas: fazer consumo fracionado das refeições (pequenas, frequentes e densas em nutrientes ao longo do dia); consumir alimentos ricos em proteína logo no início da refeição, momento em que a sensação de saciedade precoce ainda é menos pronunciada; evitar alimentos muito gordurosos, que costumam provocar náuseas; aumentar o consumo de fibras e líquidos para combater diretamente os efeitos colaterais gastrointestinais. Já os sinais de alerta a serem monitorados por quem utiliza esse tipo de medicação, no intuito de evitar a desnutrição incluem: diminuição da força física ou da mobilidade no dia a dia, que pode indicar desenvolvimento de sarcopenia (especialmente perigosa em idosos); alterações de exames de laboratório, como redução do nível de vitamina D, potássio, magnésio, ferro e vitamina B12; restrição alimentar excessiva com perda completa do prazer diante da comida, que pode indicar que a dose do remédio está excessiva para aquele paciente. “Por isso, é importante o trabalho de uma equipe multidisciplinar, com orientação do endocrinologista, do nutricionista e do educador físico no tratamento”, concluiu. Para a mentora de mulheres Amanda Vila Nova, os efeitos do tratamento com canetas emagrecedoras foram positivos, já que o processo foi acompanhado por especialistas. O resultado, segundo ela, foi emagrecimento eficaz e qualidade de vida. “Não tive queda de cabelo nem unha enfraquecida pelo fato de ser acompanhada e fazer a reposição de vitaminas de forma correta”. *Colaborou Jailma Barbosa, da TV Brasil

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